terça-feira, 30 de novembro de 2010

O morro pede paz

Por Juliani Flyssak

Traficantes da Vila Cruzeiro correm para o Morro do Alemão fugindo da polícia 

Depois de anos ao comando dos traficantes, a polícia do Rio de Janeiro os expulsou criminosos do Morro do Alemão e da Vila Cruzeiro. Os moradores das favelas deixam cartas agradecendo. Tudo o que eles mais querem é paz, após anos de submissão ao tráfico de drogas.
Com mais de uma semana de combate que teria começado devido a um mandato de presos do presídio de segurança máxima de Catanduva, o BOPE reunido com o exército, a polícia federal e civil, já encontraram 135 armas, 33 toneladas de maconha, 235 kg de cocaína 27 kg de crack e 1.406 frascos de lança perfume. Nas ruas ainda é possível ver etiquetas que os traficantes colocavam nas embalagens das drogas.
A guerra que o Rio de Janeiro está enfrentando é uma batalha necessária e planeja pelo serviço de Inteligência há um ano. Para nós, que estamos a quilômetros do confronto, pode parecer uma violência, mas para os moradores das comunidades dominadas pelo tráfico, é o começo da paz. Com a instalação das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) o crime perde o poder sobre as favelas. Antes que a unidade esteja completamente pronta, o exército fica na comunidade, evitando que os traficantes voltem e tomem conta do local novamente.
Com a invasão, a Polícia Mílitar do Rio de Janeiro confirmou nessa segunda-feira que houve 37 mortos, 123 prisões dentre elas, a do assassino de Tim Lopes, o Eliseu Felício de Souza, mais conhecido como Zeu, que agora já foi transferido para Catanduva, no Paraná e 100 veículos queimados.  Os policiais fazem um belo de um trabalho no estado. Mostrando que quando o Brasil quer algo, o país consegue. 

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