quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Distante esporte de cada dia

      Polliana Bianchini

Não estou tão velha assim, mas lembro-me bem que na minha “época” de colégio além de estudar, é claro, praticávamos esportes nos tempos livres. A maioria participava de atividades extracurriculares, desde os clássicos ballet para as meninas e judô para os meninos, até os mais sofisticados, como tênis, esgrima, hipismo e outros que bem agora não consigo lembrar. Sem falar no futebol. Ainda hoje tem escolinhas para todas as idades. Elas devem conter até fraldarios  nos vestiários, tamanha quantidade de pequeninos correndo atrás da bola.
Quando usei o termo “ainda hoje tem escolinhas”, foi com o intuito de ressaltar o distanciamento da juventude atual dos esportes em geral.Claro que esses locais, tais como centros esportivos, clubes e academias estão espalhados pela cidade, com vários alunos cadastrados, mas a geração que nasce agora não tem tanto contato com a interatividade e vários outros benefícios obtidos através do esporte.
As crianças de hoje (nem todas, mas uma grande parte) nem sabem da existência de algumas atividades ou modalidades. É o caso do “bets”, carrinho de rolimã, “queimada”. Nossa, que saudade!
Hoje eles suam diante de seus computadores, cuja cadeira que eles ocupam à frente da tela passa a ser sua quadra poliesportiva, sua piscina e pista de atletismo, onde a corrida é obsessiva pela vitória sobre a adversária máquina que os desafia. E eles já não sabem perder. Ou melhor, sabem sim. Perdem horas e horas em seus quartos e perdem oportunidades que existem em outros ambientes.
Nada substitui o esporte nosso de cada dia.

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